 No dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque, trabalhadoras do setor têxtil faziam um protesto contra os baixos salários, contra a jornada de trabalho de 12 horas e o aumento de tarefas não remuneradas, quando a polícia desencadeou uma brutal repressão. Muitas jovens operárias foram presas e algumas esmagadas pela multidão em fuga.
Na mesma data, mas 1908, operárias da fábrica têxtil ‘Cotton’ declararam greve em protesto pelas condições insuportáveis de trabalho. Na sequência, ocuparam a fábrica e o patrão fechou todas as saídas e incendiou a fábrica. Morreram queimadas as 129 trabalhadoras que estavam lá dentro.
Em 1917, na Rússia, entre os dias 5 a 8 de março, mulheres russas amotinaram-se devido à falta de alimentos, causada pela participação do país na 1ª Guerra Mundial. A rebelião teria sido um dos acontecimentos fundamentais que culminariam com a Revolução Bolchevique de Outubro.
A escolha do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher tem origem controversa. Não há, entre os historiadores, um consenso sobre o fato que marcou a data. Mas, seja qual for a versão (as três acima estão entre as mais citadas), os objetivos que levaram à criação do Dia Internacional da Mulher são os da emancipação feminina, da igualdade de direitos, da justiça e da liberdade.
A primeira proposta de criar um dia em homenagem às mulheres foi feita pelo Partido Socialista norte-americano em 1909. No ano seguinte, durante a Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada em Copenhague (Dinamarca), Clara Zetkin propôs a criação oficial do Dia Internacional das Mulheres, para celebrar a luta de resistência da mulher proletária. Na época, em todos os países industrializados havia diversas manifestações pelo direito de voto e fim da discriminação feminina. A luta pela igualdade ganhou força com a Carta das Nações Unidas, o primeiro acordo internacional dos direitos humanos, assinada em 1945. |